quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A rua mais tranquila

acredita esperar com pouca
confiança

deitado corre sempre ligeiro
tropeça no abismo
cai de cabeça

e compreende a metafísica

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Véspera

o rap é forte
a rima quase rara
o teste dos testes

vendo mundos sucumbirem
vendo mundos construírem
imagina pensa colore sonha

acordado e duas vezes
dormindo. sonhando acordado

colorindo colorindo colorindo...

o preto é cor também

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Setembro fim

muitas vezes ausências silêncios
nuvens ensaios árias sangue

cartas de longos p.s.
rebuscamentos exacerbados úmidos oblíquos

são onze horas escuras
são minúsculas as palavras
os títulos se misturam

eu não tenho medo

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A folha internacional

mantinha tudo sob controle
antes não vagava muito
cismava que era diferente
ouvia vozes nas fotografias
não imaginava uma fórmula
havia estalos de desilusão
amou sem nunca cobrar

segunda-feira, 6 de julho de 2015

X

quase atraso
enrolado como sempre

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Régua

hoje comi frango xadrez
bebi suco de limão
e cortei o cabelo

Quando a maré baixar

perscrutando sobre o tempo
percebeu um certo vento
pedaços de ar frio.
e naquele som momento

o conhecimento de alberto caeiro